
Segundo a companhia, serão contratadas a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e de instalações da Central de Utilidades, unidade que compreende serviços como tratamento de água e fornecimento de energia.
Atualmente, 3.000 operários trabalham no projeto, desenvolvido para ser um complexo de refinarias e unidades petroquímicas. Eles constroem parte da Central de Utilidades.
A previsão de Petrobras é que, até o final de 2016, o número de trabalhadores suba para 5.300, com a contratação de novas obras.
As refinarias e unidades petroquímicas, porém, continuam no papel: o Comperj se limitará, neste momento, apenas ao projeto da UPGN, instalação necessária para escoar o gás natural de reservas do pré-sal na Bacia de Campos.
As obras da UPGN foram paralisadas em outubro, por decisão do consórcio construtor, formado por Queiroz Galvão, Iesa e Tecna Brasil. Ele alegou dificuldades “diante dos insustentáveis impactos sobre o contrato, decorrentes da crise econômica atual e de seus efeitos no câmbio e no mercado financeiro”.
A companhia não informou qual o valor necessário para as obras previstas. Em agosto, o diretor de engenharia da empresa, Roberto Moro, falou em US$ 2 bilhões.
Na ocasião, Moro disse ainda que a Petrobras buscava um sócio para concluir a refinaria do Comperj, projeto que ainda demanda aporte de US$ 2,3 bilhões.
A paralisação das obras do Comperj frustrou expectativas no município de Itaboraí, na região metropolitana do Rio, que se preparava para a chegada de investimentos e abertura de postos de trabalho.
Em fevereiro, empregados das empreiteiras contratadas pela estatal chegaram a fechar a ponte Rio-Niterói em protesto contra demissões e atraso de salários.
Fonte: Correio do Estado

